Páginas

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Bakko Studio


Criado o Blog do grupo que participo de ilustrações e quadrinhos.
http://bakkostudio.blogspot.com/

O blog vai contar com notícias e informações sobre os projetos em andamento assim como projetos concluídos, terá ainda online alguns dos fanzines feitos.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Pensamentos de um dia de neve.


Os momentos de nossa vida:

Não é que nos perdemos em devaneios
e pensamentos sobre nosso passado!
A vida nos ensina
e nos maltrata,
porque será?

Assim,
sem mais nem menos,
num piscar de olhos,
somos meros peões
em um grande tabuleiro
de Banco imobiliário.

“Porque não xadrez?”Bom..”porque o texto é meu...”e eu decidi...”e é assim que as coisas funcionam...”por aqui...”

e assim...
nos tornamos iguais
aos reis
tiranos de nossas vidas,

impossibilitando
a escolha,
a informação,
a vida...

é assim que nos forçamos,
nos deparamos com dificuldades.
com ignorância infantil,
com a discórdia

é assim que nos entregamos ao desprezo.
ao descaso,
ao desrespeito.
Pelo ser humano,
pelo próximo.

não somos capazes de inteligir
uma resposta
capaz de resolver
um problema como esse,
mesmo que esta seja o silencio.

o silencio doloso,
responsável,
justificável
pela experiência,
de situações difíceis,
indelicadas.

Ao ponto de impacto.
sereno
imprevisível,
de força inimaginável
mesmo que de formiga
ou de praga.
que estraga
que corrói
que impede
destrói.

Este, que assim, no mais, acorda
decide, escolhe, determina.
Um momento, dentro do passado.
um pensamento, um acaso.

mil flocos de neve na janela
num piscar de olhos,
a fuga inevitável
da realidade passada
que não mais é.

o hoje
o agora, a estrada
com um emergente início.
na infância

perdida
deslocada
desfocada
de poucas certezas

mesmos que essas
tenham sido em vão
imorais
ou mesmo vergonhosas.

Infinitas,
vazias, de meros desejos
de fujir pela janela,
ser como a água
ou simplesmente recomeçar.

num futuro,
num recomeço
num agora
agora
ou nunca

foi-se o acaso
de pensamentos descasados.

lelo

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Série Contos da Vida Animal 04 - George - A formiguinha

George era uma das milhares de formigas do formigueiro. Mas, diferente de todas as outras formigas, George se sentia diferente. Não sabia ao certo o porquê disso, mas tinha certeza de que de alguma maneira era diferente das demais.

Desde cedo, George fora treinado para fazer todo o tipo de trabalho de uma formiga normal. Mas, como sabia que era diferente, passava suas horas livres perto do Lago pensando, completamente diferente das outras formigas que, no período livre, faziam hora extra.

Ao longo dos anos George percebeu que as outras formigas estavam brabas e cansadas de aturá-lo. O motivo não era porque ele não trabalhava tanto quanto as outras formigas ou porque ele não sabia exatamente quantos passos de formiga compunham a distância entre o formigueiro e a plantação, ou porque ele brincava demais nas horas de lazer, mas sim porque ele simplesmente se achava “diferente.”

As formigas mais sábias sentiam-se desconfortáveis com tamanha presunção e resolveram colocar em prática um plano para demonstrar que George era igual e a qualquer outra formiga do formigueiro. Reuniram 10 formigas operárias para um teste. E explicaram para George que ele faria exatamente a mesma coisa que as outras 10 formigas, mesmo não vendo como é que elas fariam para cumprir o exame.

-Ao norte, onde localiza-se a entrada da Grande Fazenda existe uma pedra bloqueando o caminho. Mas mesmo assim, quero uma grande Uva de dentro da Grande Fazenda. - Falou o chefe das formigas sábias. Todos sabiam que para isso seria necessário dar a volta em todo o vale ate chegar na outra entrada. Essa jornada levaria uns dois dias, pelo menos 10 vezes mais de tempo que se a Rocha não existisse.


As 10 formigas saíram juntas, tomando o caminho mais longo, contornando o vale para pegar à uva. Enquanto isso, George foi diretamente à Rocha. Algumas horas depois George reapareceu no formigueiro trazendo a Uva.


-George? Como? Como que você conseguiu essa Uva?

-Bem, pedi ajuda a um Besouro que retirou a pedra do caminho e daí foi fácil.

-Brilhante, eu nunca tinha pensado nisso...

-Pois é. Eu sei. É porque eu sou diferente.

>>Fim<<


domingo, 19 de setembro de 2010

Dicionário do amor no mundo Japonês

Aqui vai um poema que escrevi semestre passado, durante uma aula do mestrado. Poema sobre o amor sem tradução. Um pouco de frustração estar amando sem saber como dizer as coisas na língua certa.


Dicionário do amor no mundo Japonês

Encontro imprevisto
de vidas distintas
de olhos difusos
em mundo estranho.

Com palavras comuns
de significado simples
transmitir é preciso
meu coração apertado.

Distância mínima
num mar imenso
de desencontros ao acaso
com o mesmo sentimento.

Por fim encontrei
as palavras para ti
mas não sei como
vou as traduzir.

class="gl_align_center"
Lelo

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Distância


No último dia 4 de setembro meu irmão casou. Foi uma festa linda. Fui um dos padrinhos de casamento. Vim de férias para o Brasil especialmente para esse evento. Além do casamento dele, aconteceu o casamento de minha vó e vô no mesmo dia e local. Fui convidado para conduzir esse momento. Para isso, elaborei um texto que li para todos. Como muitos acabaram me pedindo uma cópia, aqui está em forma de 'Post' no meu blog.

Só para explicar:
-Minha vó tem casa e família no Rio Grande do Sul
-Meu vô tem casa e família em São Paulo
Os dois passam viajando, de 3 em 3 meses. Há mais de 13 anos. De um lado pra outro.
Um abraço a todos.



Senhoras e Senhores, Boa noite.
Estamos reunidos hoje, nesse dia especial, para celebrarmos a união e o amor.
Para conduzir esse momento escolhi um tema: a Distância
Qual o verdadeiro amor se não há distância. Nela é que vemos do que somos feitos.
Não é à toa que na distância sentimos saudade das pessoas que mais amamos.
Estar em distância significa viver metade do amor, dividido.
Amor sem fronteiras. Fronteiras de espaço. Desejo sem arrependimento.
Viver dividido, entre família e amor. São Paulo ou Rio Grande do Sul.
De três em três, são os meses que podemos compartilhar.
Mesmo a distância sentimos o calor do amor. Amor esse inquestionável.
Amar e ter amor. Espírito jovem, aventureiro. De eterna mudança.
Indo de um lado a outro a achar seu par, sua metade.
Mesmo que isso signifique estar distante de sua família, seus amados.
Não é coisa fácil.
Nesse espírito de aventura e amor,
que estamos hoje aqui para celebrarmos com Manoel e Estella.
Sinto-me honrado e orgulhoso de conhecer um casal como esse,
que compartilha da distância... distância de suas famílias.
Porém, não compartilham da distância entre si.
Distância inexistente. Somente a compreensão. Carinho.
Aqui estou eu, Gabriel e considero-me neto dos dois,
e sei como a distância pode aumentar o amor.
Amor esse que quando está a nosso alcance e sempre presente passa despercebido,
muitas vezes esquecido.
Estar longe e ao mesmo tempo estar perto é uma coisa que poucos têm a oportunidade de passar.
E poucos, como o casal em nossa frente, conseguem.
Assim, como símbolo de união, gostaria que o casal trocasse alianças. Alianças, essas, de amor.
Agora peço que o casal beije-se em uma demostração do elo que os acompanha.
Parabéns.
Agradeço a todos.
Obrigado

domingo, 5 de julho de 2009

Os contos de Acer - Capítulo 2 - A Ponte - Parte 2

> Capítulo 2 - A Ponte – parte 2 <


Medindo quase 3 metros e olhos escuros como a noite o Troll parecia não intender porque o pequeno homenzinho havia parado em sua frente, mas a possibilidade de uma refeição de carne humana fez surgir um sorriso macabro e febril na face desconfigurada da criatura. Com marcas e cicatrizes por todo o corpo, braços desproporcionais e uma cabeça minúscula para um corpo tão grande o gigante começou a andar em direção ao seu almoço.

Ainda quando muito criança Acer participou de algumas caçadas na floresta com os homens mais velhos da aldeia. Basicamente sabia como se defender e lutar com criaturas da floresta. Alguns anos antes esteve frente a frente com um Orc-montanhês perdido nas redondezas da vila. Havia estado tão perto de morrer naquele dia. Teve sorte de Mahrin estar junto e golpeou o Orc antes que o mesmo pudesse mata-lo. Mas nunca havia combatido um Troll e neste momento seu corpo ainda não estava 100% recuperado da derrota para o futuro Rei Phork. Seu corpo começou a tremer de medo e estava seriamente pensando em fujir, voltar para a aldeia.


Mas do fundo de seu coração, um sentimento forte explodiu. Não podia voltar, não podia desistir. Seu destino era importante de mais para simplesmente largar tudo e voltar. Sua amada estava em perigo, seu amor estava em prova. Sem nem mesmo perceber sua mão puxou a adaga de sua cintura e com um grande grito de fúria deu um pulo em direção a criatura.


O Troll se assustou com o ato inesperado do pequenino, não teve tempo para reagir e sentiu seu braço esquerdo flamejar de dor com a apunhalada de Acer. Imediatamente recuperado do susto e agora mais furioso do que nunca investiu seus braços com intenção de esmagar a cabeça de Acer.

Por pouco, desviando-se no último momento quase que por sorte, Acer teve sua morte adiada. Mas sem nem ter percebido de onde veio o outro golpe foi atingido com uma força enorme no estômago, foi jogado metros longe da ponte, atordoado. Tentou erguer-se mas sua perna não o ajudou, parecia quebrada. O gigante Troll estava vindo em sua direção. Apoio-se em uma pequena árvore ao seu lado e levantou-se. Empunhou sua pequena adaga e planejou desesperadamente um ataque em direção a garganta da criatura. Sua única chance.


Cambaleando e sentindo muita dor reuniu todas as forças e lançou seu último golpe. Sua adaga foi na direção certa. O Troll estava com a guarda baixa e a lâmina cortou seu pescoço enorme, mas não o suficiente. Dessa vez Acer não pode nem pensar em se defender que foi jogado como um galho e caiu indefeso no chão. O Troll se aproximou, pegou uma enorme pedra do chão e ergueu-a acima da cabeça pronto para esmagá-lo. Acer mais uma vez ergueu sua pequena adaga, não iria se entregar, mesmo com a morte tão próxima. Olhou para a criatura e de repente, como mágica, o céu foi coberto de vermelho. Havia sangue por todos os lados.


> Próximo capítulo – A travessia <


quarta-feira, 1 de julho de 2009

Os contos de Acer - Capítulo 2 - A Ponte - Parte 1

> Capítulo 2 - A Ponte – Parte 1 <

O sentimento de derrota e angústia esmagavam o coração de Acer enquanto fazia os preparativos para a viagem. Mesmo com a casa vazia ainda podia sentir o doce cheiro de Mahrin no ar. Os aposentos, agora sem vida, não pareciam os mesmos onde ambos haviam compartilhado momentos felizes.


Pegou uma pequena adaga, um mapa feito de pele de coelho de todo o reino e suprimentos para um mês de viagem. Agora estava pronto e nada o impedia. Deu um último olhar pela janela onde normalmente via Mahrin sorrindo em sua direção e se foi.


Sua habilidade com armas não estava a altura do raptor de Mahrin e por isso precisava de ajuda. Seu rumo era ao norte, depois do Vale de Gorloh no abismo de Suk onde morava o Mestre Dronas. Um guerreiro lendário e digno de canções feitas por mil bardos e trovadores. Suas esperanças estavam nas mãos do Mestre.


Sua caminhada iniciou e o ar gelado da manhã batia em seu rosto enquanto passava pelos limites do vilarejo. A briza leve impedia uma visão completa das cabanas ao seu redor. Ficou feliz pois não queria de ter de olhar para nenhuma delas.


Prosseguiu pela estrada por quase todo o dia até que decidiu entrar na mata, traçando uma linha reta ao seu destino. A mata densa impedia que percorresse o caminho mais rapidamente e logo teve que parar para dormir, a noite chegara. Por três dias atravessou pelas árvores até chegar na borda do enorme rio Millo. Caminhou apresadamente em rumo a ponte, sabia que do outro lado haviam arvores frutíferas e poderia se alimentar. Começou a atravessar a ponte quando encontrou um Troll parado e olhando em sua direção.


Estava tão compenetrado pensando nas frutas do outro lado que nem percebeu a presença tão hostil quanto a de um Troll. Agora em seu estado de alerta não podia compreender como não pode notar o monstruoso animal em seu caminho ou seu cheiro azedo a distancia.


Não havia para onde fujir. Estavam um de frente para o outro, em cima da ponte.


>>Continua<<