Criado o Blog do grupo que participo de ilustrações e quadrinhos.
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Os momentos de nossa vida: Não é que nos perdemos em devaneios e pensamentos sobre nosso passado! A vida nos ensina e nos maltrata, porque será? Assim, sem mais nem menos, num piscar de olhos, somos meros peões em um grande tabuleiro de Banco imobiliário. “Porque não xadrez?” “Bom..” “porque o texto é meu...” “e eu decidi...” “e é assim que as coisas funcionam...” “por aqui...” e assim... nos tornamos iguais aos reis tiranos de nossas vidas, impossibilitando a escolha, a informação, a vida... é assim que nos forçamos, nos deparamos com dificuldades. com ignorância infantil, com a discórdia é assim que nos entregamos ao desprezo. ao descaso, ao desrespeito. Pelo ser humano, pelo próximo. não somos capazes de inteligir uma resposta capaz de resolver um problema como esse, mesmo que esta seja o silencio. o silencio doloso, responsável, justificável pela experiência, de situações difíceis, indelicadas. Ao ponto de impacto. sereno imprevisível, de força inimaginável mesmo que de formiga ou de praga. que estraga que corrói que impede destrói. Este, que assim, no mais, acorda decide, escolhe, determina. Um momento, dentro do passado. um pensamento, um acaso. mil flocos de neve na janela num piscar de olhos, a fuga inevitável da realidade passada que não mais é. o hoje o agora, a estrada com um emergente início. na infância perdida deslocada desfocada de poucas certezas mesmos que essas tenham sido em vão imorais ou mesmo vergonhosas. Infinitas, vazias, de meros desejos de fujir pela janela, ser como a água ou simplesmente recomeçar. num futuro, num recomeço num agora agora ou nunca foi-se o acaso de pensamentos descasados. lelo
George era uma das milhares de formigas do formigueiro. Mas, diferente de todas as outras formigas, George se sentia diferente. Não sabia ao certo o porquê disso, mas tinha certeza de que de alguma maneira era diferente das demais.
Desde cedo, George fora treinado para fazer todo o tipo de trabalho de uma formiga normal. Mas, como sabia que era diferente, passava suas horas livres perto do Lago pensando, completamente diferente das outras formigas que, no período livre, faziam hora extra.
Ao longo dos anos George percebeu que as outras formigas estavam brabas e cansadas de aturá-lo. O motivo não era porque ele não trabalhava tanto quanto as outras formigas ou porque ele não sabia exatamente quantos passos de formiga compunham a distância entre o formigueiro e a plantação, ou porque ele brincava demais nas horas de lazer, mas sim porque ele simplesmente se achava “diferente.”
As formigas mais sábias sentiam-se desconfortáveis com tamanha presunção e resolveram colocar em prática um plano para demonstrar que George era igual e a qualquer outra formiga do formigueiro. Reuniram 10 formigas operárias para um teste. E explicaram para George que ele faria exatamente a mesma coisa que as outras 10 formigas, mesmo não vendo como é que elas fariam para cumprir o exame.
-Ao norte, onde localiza-se a entrada da Grande Fazenda existe uma pedra bloqueando o caminho. Mas mesmo assim, quero uma grande Uva de dentro da Grande Fazenda. - Falou o chefe das formigas sábias. Todos sabiam que para isso seria necessário dar a volta em todo o vale ate chegar na outra entrada. Essa jornada levaria uns dois dias, pelo menos 10 vezes mais de tempo que se a Rocha não existisse.
As 10 formigas saíram juntas, tomando o caminho mais longo, contornando o vale para pegar à uva. Enquanto isso, George foi diretamente à Rocha. Algumas horas depois George reapareceu no formigueiro trazendo a Uva.
-George? Como? Como que você conseguiu essa Uva?
-Bem, pedi ajuda a um Besouro que retirou a pedra do caminho e daí foi fácil.
-Brilhante, eu nunca tinha pensado nisso...
-Pois é. Eu sei. É porque eu sou diferente.
>>Fim<<

> Capítulo 2 - A Ponte – parte 2 <
Medindo quase 3 metros e olhos escuros como a noite o Troll parecia não intender porque o pequeno homenzinho havia parado em sua frente, mas a possibilidade de uma refeição de carne humana fez surgir um sorriso macabro e febril na face desconfigurada da criatura. Com marcas e cicatrizes por todo o corpo, braços desproporcionais e uma cabeça minúscula para um corpo tão grande o gigante começou a andar em direção ao seu almoço.
Ainda quando muito criança Acer participou de algumas caçadas na floresta com os homens mais velhos da aldeia. Basicamente sabia como se defender e lutar com criaturas da floresta. Alguns anos antes esteve frente a frente com um Orc-montanhês perdido nas redondezas da vila. Havia estado tão perto de morrer naquele dia. Teve sorte de Mahrin estar junto e golpeou o Orc antes que o mesmo pudesse mata-lo. Mas nunca havia combatido um Troll e neste momento seu corpo ainda não estava 100% recuperado da derrota para o futuro Rei Phork. Seu corpo começou a tremer de medo e estava seriamente pensando em fujir, voltar para a aldeia.
Mas do fundo de seu coração, um sentimento forte explodiu. Não podia voltar, não podia desistir. Seu destino era importante de mais para simplesmente largar tudo e voltar. Sua amada estava em perigo, seu amor estava em prova. Sem nem mesmo perceber sua mão puxou a adaga de sua cintura e com um grande grito de fúria deu um pulo em direção a criatura.
O Troll se assustou com o ato inesperado do pequenino, não teve tempo para reagir e sentiu seu braço esquerdo flamejar de dor com a apunhalada de Acer. Imediatamente recuperado do susto e agora mais furioso do que nunca investiu seus braços com intenção de esmagar a cabeça de Acer.
Por pouco, desviando-se no último momento quase que por sorte, Acer teve sua morte adiada. Mas sem nem ter percebido de onde veio o outro golpe foi atingido com uma força enorme no estômago, foi jogado metros longe da ponte, atordoado. Tentou erguer-se mas sua perna não o ajudou, parecia quebrada. O gigante Troll estava vindo em sua direção. Apoio-se em uma pequena árvore ao seu lado e levantou-se. Empunhou sua pequena adaga e planejou desesperadamente um ataque em direção a garganta da criatura. Sua única chance.
Cambaleando e sentindo muita dor reuniu todas as forças e lançou seu último golpe. Sua adaga foi na direção certa. O Troll estava com a guarda baixa e a lâmina cortou seu pescoço enorme, mas não o suficiente. Dessa vez Acer não pode nem pensar em se defender que foi jogado como um galho e caiu indefeso no chão. O Troll se aproximou, pegou uma enorme pedra do chão e ergueu-a acima da cabeça pronto para esmagá-lo. Acer mais uma vez ergueu sua pequena adaga, não iria se entregar, mesmo com a morte tão próxima. Olhou para a criatura e de repente, como mágica, o céu foi coberto de vermelho. Havia sangue por todos os lados.
> Próximo capítulo – A travessia <
> Capítulo 2 - A Ponte – Parte 1 <
O sentimento de derrota e angústia esmagavam o coração de Acer enquanto fazia os preparativos para a viagem. Mesmo com a casa vazia ainda podia sentir o doce cheiro de Mahrin no ar. Os aposentos, agora sem vida, não pareciam os mesmos onde ambos haviam compartilhado momentos felizes.
Pegou uma pequena adaga, um mapa feito de pele de coelho de todo o reino e suprimentos para um mês de viagem. Agora estava pronto e nada o impedia. Deu um último olhar pela janela onde normalmente via Mahrin sorrindo em sua direção e se foi.
Sua habilidade com armas não estava a altura do raptor de Mahrin e por isso precisava de ajuda. Seu rumo era ao norte, depois do Vale de Gorloh no abismo de Suk onde morava o Mestre Dronas. Um guerreiro lendário e digno de canções feitas por mil bardos e trovadores. Suas esperanças estavam nas mãos do Mestre.
Sua caminhada iniciou e o ar gelado da manhã batia em seu rosto enquanto passava pelos limites do vilarejo. A briza leve impedia uma visão completa das cabanas ao seu redor. Ficou feliz pois não queria de ter de olhar para nenhuma delas.
Prosseguiu pela estrada por quase todo o dia até que decidiu entrar na mata, traçando uma linha reta ao seu destino. A mata densa impedia que percorresse o caminho mais rapidamente e logo teve que parar para dormir, a noite chegara. Por três dias atravessou pelas árvores até chegar na borda do enorme rio Millo. Caminhou apresadamente em rumo a ponte, sabia que do outro lado haviam arvores frutíferas e poderia se alimentar. Começou a atravessar a ponte quando encontrou um Troll parado e olhando em sua direção.
Estava tão compenetrado pensando nas frutas do outro lado que nem percebeu a presença tão hostil quanto a de um Troll. Agora em seu estado de alerta não podia compreender como não pode notar o monstruoso animal em seu caminho ou seu cheiro azedo a distancia.
Não havia para onde fujir. Estavam um de frente para o outro, em cima da ponte.
>>Continua<<